A empresa das maravilhas: Contos de Walt Disney

Acho que o primeiro filme da Disney que lembro de ter assistido foi O Rei Leão. Passei semanas acompanhando a data de lançamento e implorando para que minha mãe me levasse, já que dá última vez tinha ido com ela assistir Ghost e … dormido o filme inteiro (aliás, só consegui terminar de assistir esse filme uns 10 anos depois, pois sempre desliguei a tv quando as sombras do mal surgiam – medo).

Como todos sabem, e eu faço questão de afirmar, Rei Leão é um desenho fantástico. Eu ri e cantei feliz com Simba, Nala e Zazu, até o inevitável momento da morte de Mufasa. A partir daí minha visão e respiração foram suspensas pelos acessos de lágrimas e soluços. Whathehell eles pensavam quando decidiram matar o Mufasa? Em criancinhas descontroladas no cinema? O choque foi enorme, felizmente a continuação compensa a tristeza, conhecer Timão e Pumba foi um prazer.

Sempre tive fases referentes a desenhos da Disney, por um bom tempo fui obcecada pela Pequena Sereia, e chegava a assistir duas, três vezes ininterruptamente. E não se enganem, eu já devia ter uns 12 anos. Decorei as falas e cantarolava a canção da caverna durante o dia todo. Anos depois seria a vez de Mulan, que, em minha opinião, é uma das melhores criações da Disney. Simples, romântico e engraçadíssimo, o filme sobre a garota guerreira que finge ser homem e acaba apaixonada tinha os ingredientes exatos para me agradar. Irmãozinho, Mushu e o grilo da sorte são alguns dos meus personagens preferidos até hoje.
Apesar de adorar as histórias mais recentes, tal como Toy Story, Vida de Inseto e Lilo & Stich, percebe-se que prefiro as fábulas musicais. Suspirava ao ver Bela dançando com a Fera, e sua cantoria sobre sair da vida do interior. Ela, inclusive, é uma de minhas preferidas: inteligente, decidida e prática. Não costumo suportar drama e ingenuidade em excesso, como, por exemplo, em Branca de Neve. O apelido vem dai, mas o conceito de dama indefesa não se encaixa.

Não posso deixar de citar a briga de cores para o vestido e a canção do príncipe dos sonhos de Bela Adormecida, os garotos perdidos de Peter Pan, o urso Balu de Mogli (um digno lema: “necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais”), a fina lhama de A Nova onda do Imperador e o queridíssimo Arthur de A espada era a lei. Assim como as incríveis músicas de Aladdin e Hércules, dois clássicos tratando-se de canções e humor. Inclusive, após a invasão das comédias da DreamWorks, tal como o inovador Shrek em 2001, e os terríveis Madagascar em 2005 e Os Sem-Florestas em 2006, a Disney se manteve fiel em sua parceria com a Pixar criando desenhos fantásticos sem apelar nas piadas. Belos exemplos são Monstros S.A., Procurando Nemo e o mais novo, Ratatouille, que possuem um bom diálogo entre trama da história e pitadas de bom-humor.

Ps.: apesar dos elogios à Disney, ainda a condeno pelo padrão príncipe/princesa por ela criado, que influenciou minha geração e criou adultos romanticamente utópicos … como eu. Mas isso é assunto para um próximo texto!


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