Brasil está entre os “quase” concorrentes ao Oscar
Nove filmes avançaram para a próxima fase de seleção para concorrerem ao Oscar de melhor filme internacional, entre eles o brasileiro, O ano em que meus pais saíram de férias, confira abaixo a lista completa dos classificados:
Austria, The Counterfeiters, Stefan Ruzowitzky, diretor
Brazil, The Year My Parents Went on Vacation, Cao Hamburger, diretor
Canada, Days of Darkness, Denys Arcand, diretor
Israel, Beaufort, Joseph Cedar, diretor
Italy, The Unknown Woman, Giuseppe Tornatore, diretor
Kazakhstan, Mongol, Sergei Bodrov, diretor
Poland, Katyn, Andrzej Wajda, diretor
Russia, 12, Nikita Mikhalkov, diretor
Serbia, The Trap, Srdan Golubovic, diretor
A próxima etapa agora será realizada entre 18 e 20 de janeiro nas cidades de Hollywood e Nova Iorque. A lista final sai no dia 22 de janeiro, e a premiação(Se a greve não atrapalhar novamente) ocorre no dia 24 de fevereiro de 2008 com transmissão para mais de 200 países.

Vejo por aí muitas pessoas reclamando que Tropa de Elite deveria ter sido indicado no lugar do filme de Cao Hamburguer, não concordo. Tropa de Elite, de certa forma bebe da mesma fonte que Cidade de Deus(Vamos dar um desconto por que esse cara concorreu no ano de Senhor dos Anéis), exibindo um sem fim de violência para tentar chocar o público, não me entenda mal, os dois filmes são ótimos…mas está na hora de parar de mostrar esse tipo de realidade brasileira em filmes e deixar que outros temas tenham espaço no cinema tupiniquim. A maioria dos filmes nacionais são excessivamente brasileiros, por isso estou mais confiante de que O Ano em Que Meus Pais saíram de Férias possa levar o oscar, por estar mais centrado no drama do garoto, e não no meio social que o cerca.
E não eu não vi nenhum dos outros filmes aí em cima…alguém já viu? Vocês acham injusta a indicação de O Ano em que meu Pais Saíram de Férias? COMENTE!











“Por estar mais centrado no drama do garoto, e não no meio social que o cerca.”
Não, o filme é todo baseado no meio social que cerca o garoto. Não fosse aquela época, seu nivel social, a estória não existiria. Portanto, discordo.
Concordo que ele deva estar no lugar de A Tropa de Elite. Acho um filme melhor. Mas dentro da sua analogia, o “O ano que meus pais saíram de férias” bebe da mesma fonte que Olga, da mesma fonte que todos os outros filmes que falam sobre a época de ditadura e sobre o nazismo. Eu particularmente gosto muito desse tema. Portanto, não acredito que a ênfase na escolha seja “não evidenciar a violencia”.
Tampouco concordo com a frase: “…está na hora de parar de mostrar esse tipo de realidade brasileira em filmes”. Não, não está. Não está, justamente porque essa realidade ainda está aí. E tem muita gente que não a conhece. E serve de protesto. Serve de aviso. O Brasil é um país criativo e rico em pessoas, de diversas culturas e vontades. No mesmo meio que cabem os filmes violentos e que mostram a realidade, cabem os filmes que falam sobre a amarga e tenebrosa época da ditadura (inclusive para mostrar aos que bradam “Ah, como eu queria que a ditadura voltasse” o que os espera). Cabem os filmes romantizados, cabem os filmes sobre ficção, cabem os filmes de comédia, cabem os filmes de ação. Afinal, vimos gastando horrores com as megaproduções internacionais há tempos. Por que não gastar hoje com produções nacionais médias para gastar amanhã com megaproduções brasileiras. Sem fechar as portas à sétima arte estado-unidense, tampouco à quenteoufria arte européia. Lembrando que se há essa repercussão para filmes assim, é porque existe um mercado consumidor. A culpa não é de quem faz esse tipo de filme, é de quem dá o enredo para o cara fazer um filme como esse.
FILMES SÃO SEMPRE BEM VINDOS.
Enfim, que o filme do brilhante Cao Hamburguer seja escolhido.
Abraços!
Toad
Toad
Talvez eu tenha me expressado mal, em querer falar sobre os fatos históricos…que servem apenas de pano de fundo para o drama do garoto e não do meio social. E sim, continuo afirmando, que esse tipo de realidade violenta – que não me agrada – mostrada em filmes brasileiros está começando a saturar, não que os filmes não sejam bons…MAS os diretores devem começar a explorar outros gêneros com uma maior criatividade, sem a necessidade de SEMPRE colocar a realidade trágica-brasileira como foco principal do filme. E como você disse há espaço para todos os gêneros de filmes, talvez seja apenas a minha paciência que acabou para a forma que os filmes semi-realistas são feitos…por isso eu tenho um apreço grande por “O Ano me que meus pais saíram de férias”, pela questão histórica estar em um segundo plano e estar centrado em como o garoto lida com as decisões que a vida lhe impõe, um filme nacional, sem a necessidade de ser extremamente brasileiro.
“Um filme nacional, sem a necessidade de ser extremamente brasileiro.”
Ótimo argumento. Também quero ver filmes assim, saíndo de estúdios tupiniquins.
Mesmo porque me irrita ver filmes estado-unidenses patrióticos e tal. Aquela auto-afirmação. Os filmes que eu mais gosto realmente me cativam pela trama em si.
Entendi.
Os filmes brasileiros que concorrem ao Oscar não é preciso nem ir até o camelô comprar a copia pirata para assistir, pois nossos cineastas de forma quase dogmática escrevem seus roteiros tendo como o eixo principal o seguinte: 1º Bandido é vitima das circunstancia e uma sociedade cruel, ou seja a culpa é de quem é assaltado, morto estuprado, seqüestrado, arrastado vivo por quilômetros etc. 2º tudo de ruim neste país e culpa da Ditadura, 3º Todo policial ou é corrupto ou incompetente. Dessa forma sabe quando um filme nacional vai ganhar o Oscar, se Deus quiser NUNCAAAAAAAAAAAAAAAA. Por exemplo: Tropa de Elite que mostrou de forma poética, que Bandido é que nem cerveja só presta gelado e em cima de uma mesa, os preconceituosos intelectualoides não deram chance do filme concorre.