Spirit fracassa em sua estréia

 

Pois é, amigos. O que todos temiam se concretizou: Spirit é mesmo um filme ruim. Pelo menos para crítica, que vem fuzilando o longa resenha após resenha. Em minhas andanças pela internet não consegui ler uma, umazinha se quer favorável a adaptação de Frank Miller para o quadrinho desenhado por Will Eisner nos idos de 1940.  O filme estreou lá fora no dia 25 de dezembro e ocupou a sétima colocação em arrecadação com faturamento de U$3.8 milhões. Um verdadeiro fiasco.

Nem o elenco, formado por belas garotas e atores de peso (como Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson e Eva Mendes)  foi poupado: para Roger Ebert, respeitado jornalista do Chicago Sun-Times, o filme não possui qualquer traço de emoção humana. “Dizer que os personagens são de papelão é um insulto um material tão útil”, afirmou em uma das reviews mais negativas que o longa recebeu até agora. O pessoal que assinou a direção de arte foi quem mais sofreu ataques, principalmente por Central City ser muito semelhante  a Sin City.  Teve crítico que até conseguiu dizer que apesar de esteticamente iguais, as duas tem almas distintas, já que “a cidade que grita”, como é chamada, tornou-se uma  imagem superficial e falsa, sendo que em alguns momentos, chega a parecer  um monte de caixas de sapato empilhadas!

Com direção de Frank Miller,  Spirit estréia no Brasil no próximo dia 6 de fevereiro.  O lançamento do filme seria a oportunidade ideal para que a série voltasse a ser publicada no país, né? Por ora, o único sinal de fumaça é um encadernado da Panini com histórias atuais do personagem, segundo informa a revista “Wizmania” deste mês.  O álbum irá reunir as histórias de Sérgio Aragonés e Mark Evanier -os mesmos de Groo, o Errante- à frente da nova série mensal do herói.

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