O Amor por uma Donzela
Por Milla Pupo
Terceira Parte
A saída e o retorno do clássico
A banda leva dois anos para lançar outro álbum e nesse tempo algumas coisas acontecem. A mais marcante é que Bruce Dickinson forma uma banda e grava o Tattooed Millionaire mostrando um som mais suave, mais soul e bem diferente do que fazia no Maiden, esteve nesse projeto Janick Gers que logo entraria para o Iron.

Com a nova banda solo de Mr Air Ride Siren surgiram boatos que a banda seria desfeita, mas contradizendo isso eles começaram a gravação do novo disco. O guitarrista Adrian Smith que também assinou um novo projeto chamado A.S.A.P começa a ter desentendimentos com a banda e acaba deixando o Iron Maiden mesmo tendo composto sete músicas do novo disco, no caso o No Prayer For The Dying que foi lançado em 1990 trazendo como seu substituto o guitarrista Janick Gers.

Particularmente não sou grande fã de Gers e tampouco desse álbum. Considero guitarrista e disco, como um dos mais mornos e sem força da banda até então. As músicas têm uma pegada diferente e algumas parecem mais hard rock do que heavy metal, as melhores são Bring Your Daughter… To The Slaughter, Tailgunner e The Assassin.O próximo álbum não só foi sucesso como foi derradeiro. Em 1992 sai o esperado Fear of The Dark, um disco que nasceu para ser clássico. Todas as faixas são ótimas, tem peso, tem força, é Iron Maiden em sua melhor forma.

O inesperado é que em 1993 Bruce Dickinson decide deixar a banda, alegando que queria se concentrar em projetos pessoais.O mais triste de tudo isso é que foi nessa época que conheci Maiden e juro que sentia que tinha perdido muito com a saída do Bruce. Porque a essência da banda estava muito vinculada a ele. Depois de dois anos de espera é anunciado o novo vocalista, Blaze Bayley.

Como fã do Bruce Dickinson no vocal dispensei os álbuns que contavam com o Blaze Bayley cantando. Ainda hoje não carrego remorso algum por não ter os dois piores discos da banda, The X Factor (1995) e Virtual Eleven (1998). Digo isso só pelo vocal, Blaze destruiu o álbum e a prova disso é que basta escutar Sign Of The Cross e The Clansman com o Bruce que perceberá a diferença e vivacidade que as músicas ganham.Não sou maníaca pelo Bruce, a confirmação é que gosto muito do Paul Di´Anno como vocalista. Já com o Blaze nos vocais, eu escuto e penso: “Hã?” Não tem autenticidade, não tem força, não tem nada. Mesmo assim eu assisti a dois shows com esse cidadão cantando. Foram dois shows na verdade.

O primeiro foi em 1996 no Philips Monsters Of Rock e não bastando ter que ouvir Blaze, antes ainda escutei Skid Row tocando (como fã sofre). Valeu porque eu vi todos os integrantes, vi o Nicko destruindo na bateria, o Steve dedilhando o baixo como ninguém, o Dave mandando muito bem na guitarra e o Gers que até tocou bem.Em 1997 é anunciado que o Brude Dickinson se apresentaria com sua banda no Brasil. Não poderia perder a chance de vê-lo cantando. Era a turnê de seu quarto álbum, o Accident of Birth. Foi o show que eu mais apanhei. Cheguei com hematomas em casa, juro. Mas foi sensacional cada momento, e em cada música que ele cantava eu lamentava não estar vendo ele com o Iron Maiden.
O segundo show do Maiden foi em 1998, mais especificamente dia 05 de Dezembro, era o show de comemoração de 13 anos da extinta rádio rock, 89FM. Quando diz respeito à Iron Maiden, não importa a condição, se houver show eu irei, nunca tive dúvida disso.
E não foi diferente, mesmo com o Blaze ainda penando nos vocais lá fui eu prestigiar a minha banda do peito. O problema foi que logo na fila, São Paulo decidiu desaguar em nossas cabeças. Os portões demoraram a abrir, houve briga, quebraram os vidros de um ônibus, e jogaram uma bexiga com xixi em mim. É isso mesmo éca. Se me disserem que sou fresca e que não amo Maiden eu surto. Veja só que coisa triste no final. Molhada de chuva e de xixi alheio e ainda o Blaze cantando (ao menos garanti meu lugar no céu).
Ainda no mesmo ano surgiram rumores que o Blaze sairia da banda tamanha era sua ineficácia como vocalista e boatos (felizes) que o Bruce Dickinson voltaria ao Maiden.

No dia 21 de Abril de 1999 o Bruce toca em São Paulo na Via Funchal, turnê do quinto disco o Chemical Wedding. Cheguei cedo na fila e lá, no meio de todo mundo descubro que ele gravaria o show para um disco ao vivo. Pronto, decidi na hora que ficaria na grade de qualquer forma e que gritaria suas músicas como nunca para que minha voz pudesse ser perpetuada junto com a dele em um disco. Assim foi. Entrei e fiquei na grade. Pulei, cantei e quase me matei de emoção quando ele anunciou que cantaria algo antigo. Realmente foi algo muito velho, quase das tumbas, ele cantou Powerslave e foi sensacional. Nesse instante repensei com carinho o boato de que ele voltaria ao Maiden.

Ele lançou o álbum ao vivo, intitulado Scream for me Brazil e eu afoita comprei logo, mas não escutei e nem tinha foto minha lá mas nem liguei porque sabia que estive presente.

Só para citar, porque a vaidade humana é algo inevitável. Há pouco tempo, mais precisamente em 2006 foi lançado o Anthology do Bruce Dickinson. Um DVD triplo que entre outras coisas, continha o show gravado em 1999 na Via Funchal que eu estava presente. Vou assistir o DVD e quem minha irmã e meu namorado logo localizam suada, com a cara redonda e cantando na grade? Sim, eu. Pronto já posso morrer feliz agora.Tempo depois do show do Bruce recordo claramente da notícia que li num jornal regional daqui de São Bernardo do Campo, na verdade guardo o recorte ainda hoje. O título era “Dickinson e Adrian Smith no Maiden – Dupla volta ao grupo, que chutou Bayley e virou sexteto” nossa que alegria. Liguei para minha amiga no mesmo instante e contei a notícia e gritamos juntas por telefone mesmo.
Sabem aquela reviravolta boa que acontece num filme e bem no melhor momento entram os comercias? Aqui é parecido.
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Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, eu quero as meias…e as facas tbm…mas eu quero que esse show chegue logo…estou me roendo!!! HAuHAuHAuHAU…ótimo…
Siu
aahahahahahahahaah Demais a Milla toda suada cantando no DVD!!!
Demais!!