Hoje (22/08) às 20:00 horas chega ao fim a 21º edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. E eu, como quase bom nerd que sou, compareci ontem ao evento para conferir de perto as novidades, verificar como anda a organização do evento (já fui funcionário da organizadora) e, como qualquer pessoa que gosta de livros, GASTAR DINHEIRO.
Bom gente, como eu disse ali em cima, eu não sou o que se pode chamar de um EXEMPLO de nerd. Eu não tenho uma camiseta da nerdstore, eu não assisti a nenhuma palestra da feira, nem a do Eduardo Spohr que está super na mídia pelo aclamado “A Batalha do Apocalipse”, que até lhe rendeu uma matéria na revista Época, e não faço DIVERSAS COISAS que DIVERSOS NERD’s fazem.
Sendo assim, meu parecer aqui será sobre A FEIRA e suas atrações literárias, lançamentos e afins e não sobre as atrações “extra-livros” que aconteceram.
Chegamos ao Anhembi por volta das 20:00 horas, quando digo chegamos é porque fui acompanhado de minha amada, encaramos pouco mais de 5 minutos de fila para um estacionamento mal sinalizado, mas super bem localizado, “no meio” da pista da marginal que da acesso à Av. Olavo Fontoura. Uma pequena entrada em meio as obras de expansão do centro de exposição dava acesso a um estacionamento coberto e, para minha surpresa, com vagas sobrando.
De fora do Pavilhão, antes mesmo de passar pelas portas de vidro do acesso as bilheterias, já dava para ver o ENORME espaço da Livraria/Editora Saraiva, que tinha uma foto ENORME de Ozzy Osbourne, por causa do lançamento da Biografia do Mad Man “Eu sou Ozzy”. Não comprei a minha porque queria outra biografia que não achei
Ao passar da catrava já dei de cara com MELHORAMENTOS, ASEC e Volkswagen! (Mas hein?)
Ai um conflito cerebral aconteceu, minha cabeça ficou em stand by por alguns segundos e eu fiquei pensando…eu não estou no Salão do Automóvel, então o que diabos a Volks faz aqui? Para o meu alívio, era apenas a Oficina Volkswagen do Twitter e fui levado a descobrir que a Volks foi, novamente, uma das patrocinadoras desse ano.
Coisa que eu NUNCA ia descobrir se o estande deles não estivesse na área reservada aos patrocinadores =P
A Oficina foi uma iniciativa da Fundação Volkswagen, que aproveitou a presença no evento para fazer o lançamento do seu próprio perfil no microblog @fundacaovw, e contou com atrações de incentivo a cultura e a leitura, com palestras, saraus e atividades do projeto “Entra na Roda” que instrui professores na arte de contar histórias. Além das palestras e eventos, todos transmitidos on-line pelo Twitter, o estande também contou com oficinas de twitter, onde twitteiros culturalmente famosos (verdadeiras raridades eu admito) compareceram para falar um pouco sobre o passarinho azul, pena @marcelotas não ter comparecido a oficina. Esse sim teria a minha audiência.
Caminhando pela feira, quase no canto esquerdo do pavilhão, encontramos o, como sempre, modesto porém crowdiado stand da loja COMIX, peço desculpas, mas foi impossível tirar fotos dentro do estande.
Estande padrão, como a Comix sempre monta em todos os eventos que participa, e com TUDO QUE VOCÊ PODE IMAGINAR DE QUADRINHOS E MANGAS. Beleza, eu não encontrei uma coisa que queria lá na feira, mas eu queria uma edição histórica que eles não levaram para feira, devido a fragilidade, mas haviam coisas bem interessantes e algumas bem diferentes.
Passada a Comix, continuamos a caminhada por aquela muvuca e ai eu tive que dar os parabens para a organização da feira. Eles anteviram a irresponsabilidade de alguns seres que se consideram pais e mães e criaram o:
Contando com a imbecilidade e falta de cerebro de alguns progenitores, o espaço crianças perdidas era grande o suficiente para que todas as crianças do estado fossem perdidas. Poucos momentos antes de passarmos pelo espaço, ouvimos a pérola da noite que nos rendeu muitas risadas. Estavamos andando por alguma das ruas quando o sistema de som anuncia:
“Atenção professora Fulaninha do colégio Nossa Senhora Menina, seus alunos a aguardam em frente…”
Meu, como uma professora consegue se perder DE UMA TURMA INTEIRA, não foi uma criança ou duas que se perdeu do grupo. A PROFESSORA SE PERDEU DA TURMA TODA. COMO?! Eu ri tanto que não ouvi onde as crianças estavam aguardando, se não teria ido conferir.
Um estande parecia mais lotado que o outro, aqueles que estavam vazios, ou relativamente vazios, não possuiam quase nada de meu interesse. Foi quando decidimos entrar na Saraiva, MEU PAI CELESTIAL QUE MUVUCA. Confesso que foi uma prova de bravura erguer a camera para tirar essa foto
Encontrar espaço para colocar os pés era quase impossível, localizar um(a) atendente para pedir informações sobre alguns títulos não tão triviais de se encontrar então…ESQUEÇAM…eu tive que voltar ao estande perto do fim da feira para conseguir comprar o que queria com calma e sem passar por aquela terrível sensação de aperto e falta de ar.
Continuando a caminhada, encontrei e entrei no vazio, porém bem montado estande da Larousse, que tinha obras de saltar ao olhos, mas não tinha a biografia do Led Zeppelin que eu tanto queria
Entre as obras extremamentes interessantes estava livro “Harley Davidson: A máquina por trás do mito” que é de encher os olhos dos fanáticos por motocicletas.
A Conrad estava num canto da feira que eu não cheguei a passar. O que para mim não é grande perda, pois não tem nada de extremamente diferenciado na Conrad que me faça preferir ela a COMIX.
Já a Panini, com um estande MONSTRUOSO, trouxe novidades à feira. Uma estatua, réplica, não sei como chamar, do Batmóvel, que eu não consegui fotografar devido a ENORME quantidade de pessoas em volta e uma estatua do homem de ferro.
Estão vendo o papel ali embaixo, é uma notinha esnobe da Panini que vale a pena conferir de perto
Como sempre a Panini esnoba nas exclusividades e nas novidades.
Além dos clássicos da feira, chamou a minha atenção a Cosac Naify, com um estande humilde na avenidade da entrada da feira, conta com títulos interessantíssimos para os amantes da música, como a biografia dos Beatles, Prince, Bob Dylan, Elvis, entre outros. Além de títulos como Os Miseráveis. Infelizmente não comprei nada por lá, porque já tinha esgotado o que eu queria
Bem, é isso. O Evento contou até com um espaço Gourmet, que eu não faço a menor idéia do que rolou por lá, mas tinha degustação de Elma Chips Sensações com Hellmans, o que aumentou ainda mais a minha sede e fome e com o espaço Submarino digital, para sanar a necessidade daquelas pessoas que simplesmente não conseguem ficar longe do computador.
Contabilizando o pós feira, eu sai 200 reais mais pobre, mas 200% mais feliz. Completei minha coleção de Hellsing, que a muito estava esquecida na estante, alinhei meu Black Lagoon, que esta cada vez mais legal e comprei minha edição capa dura de Guerra Civil Marvel.
O saldo do evento foi positivo, álguem esqueceu uma galeria de cabos semi-aberta por baixo do carpete e uma garotinha de, mais ou menos, quatro anos foi ao chão. Nada de grave aconteceu, mas é um descuido perigoso. A sinalização de banheiros e lugares para comer algo ainda é complicada para quem não conhece o espaço do Anhembi e alguns nerd’s ainda gostariam de contar com a “Espada Justiceira” para dar-lhes a “Visão além do alcance” para encontrar alguns estandes, mas nesse caso não há a quem culpar, pois a estrutura do Anhembi não é colaborativa a sinalizações.
Nos vemos em 2012! Será?






















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Estava lá ontem, dia 21, também, mas fui bem mais cedo, mas também achei TUDO MUITO LOTADO.
Mas foi Epic Win para mim… sai 200 paus mais pobre…