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Super Homem – O Grande Irmão

Publicado por Pedro 2 Comentários 16 agosto, 2012

É com grande orgulho que começo a minha nova coluna “Quadro a Quadro” com uma review das minhas HQ’s preferidas: Super Homem – Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son).

Um belo dia, o Sr. Mark Millar apareceu com uma ideia um tanto quanto interessante: “O que aconteceria se o Homem de Aço tivesse caído na União Soviética?”. Como os Estados Unidos da América iriam enfrentar aquele que é mais poderoso que uma bomba de hidrogênio? Aquele que ouve tudo? Aquele que é indestrutível? Aquele que não é um pássaro, nem um avião e sim o Super-Homem?

Essa premissa é o mote da HQ das publicações Elseworlds da DC Comics. Para quem não conhece, as revistas que levam o selo Elseworlds são narrativas que não fazem parte do cânon da cronologia da DC. Histórias imaginativas ao máximo que não influenciam na continuidade da editora. Por exemplo, em Batman: Claws of The Catwoman, o jovem Bruce Wayne, na década de 30, une forças com o Tarzan para proteger um culto de gatos do mercenário Finnigan Dent. Um WTF para essa HQ.

Tendo isso em vista, em Superman: Red Son a nave de Kal-El caí na Ucrânia, mais precisamente em uma fazenda coletiva da URSS. Logo, obviamente, é criado com a mentalidade comunista. E quando apresenta seus poderes torna-se O Camarada. Acaba, como no universo “normal”, tornando um símbolo, só que no caso, um símbolo comunista. Super-Homem e Stalin fazem o comunismo “dominar” o mundo – apenas o EUA e o Chile (WTF?!?) não aderem ao regime dominante.

A análise da política e nova visão das personagens que nos é apresentada beira a perfeição. Um Jimmy Olsen crível e legal (sim, odeio ele e o Robin), uma Lois Lane impecável e profunda, e um dos maiores vilões de todos os tempos por um ângulo que você jamais viu, Lex Luthor. O cientista rouba a cena. Ele encara o aparecimento do Homem de Aço soviético como um desafio a sua inteligência, e lida como se fosse um jogo de xadrez. E para abrilhantar mais ainda os olhos dos fãs, temos uma versão soviética da Mulher Maravilha, um anticomunista Batman e um Lanterna Verde que não é Lanterna Verde, mas tem a maior força de vontade de todos os portadores do anel verde.

A história se desenrola num ritmo muito bom ao mesmo tempo em que constrói uma trama emaranhada e inteligente. O desfecho da HQ em si só, vale a revista. Pararei por aqui para evitar spoilers, mas finalizo com minha nota: 9,5. Curta, ritmada e com um plot sensacional. Vale a compra!

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2 comentários para Super Homem – O Grande Irmão

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